O que é que há?

No fim de semana, uma amiga e eu falávamos sobre pessoas próximas, algumas até com filhos, que vivem casamentos à distância e resolvem suas relações ao seu modo. Eu morro de curiosidade em saber como isso funciona na prática – a ideia parece fascinante.

Quando eu era vinte anos mais nova (uou, eu sei), namorei um curitibano que não tinha nada a ver comigo, mas era um gato. A gente namorou à distância durante sei lá quantos pouquíssimos meses e a experiência foi de tudo um pouco: boa, média e ruim.

Há quase um ano, eu cogitei passar três meses fora, sem o Lin. A gente acabou desistindo porque vamos ter essa experiência (é só uma questão de tempo – e espera) e a gente não queria gastar. Uma amiga, na época, comentou que “três meses era muito tempo para ficar longe”. Ela e eu  nunca mais falamos a respeito.

A incapacidade generalizada de quebrar tradições é mesmo irritante, não acha?

Créditos:

Foto: Thiago Medeiros.
Luz: natural.
Clima: de zoeira.
Tratamento de imagem: brilho.

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8 comentários
  1. Melissa Silvério disse:

    Fiquei pensando que personagem eu sou em minha própria história: a que quebra tradições ou a que não sabe lidar com isso? Ou ainda a que se irrita com a incapacidade dos outros e com a sua própria em lidar com as inovações???
    Melissa Silvério.

  2. CECILIA THOMPSON disse:

    Chérie, todas as minhas (não foram muitas – apenas duas, mas as mais importantes da minha vida) nesse sentido acabaram muito mal. Uma delas – você até sabe – previa um afastamento de uns 6 meses, e forçado, por causa de ele ir estudar fora; começou bem, com choradeira no aeroporto, carta apaixonada já escrira no avião, e em seguida cartas todos os dias (não tinha ainda internet – eram os anos 60). Às vezes, duas por dia – uma de tarde e outra à noite, com um PS – IMPORTANTE E URGENTE!!! Era lindo. Com uns 3 meses, as cartas – minhas e dele – numeradas, sempre, pra gente saber a qual carta corresondia determinada resposta – passaram a 3 por semana, e uns 2 cartões postais (com as fotos dos lu8gares maravilhosos que ele, na sua segunda viagem à europa, começava a conhecer); enqrto isso, eu ia morrendo de saudade e de inveja por não poder estar em Firenze, Venezia, Paris ou sei lá onde. Estava aqui, quietinha, trabalhando muito, numa editora na Barra Funda (não tão bonita quanto Paris, admita!). Uns seis meses depois, saí algumas vezes com um amigo pintor, muito legal, e ‘ele’ não gostou. Mas também começou a fazer belas amizades com meninas de lá, e a andar pelas lçindas estradas europeias na sua FIAt Cinquecento (já tinha comprado um carrinho). Daí, quando estava quase na hora dele voltar (fez sucesso lá, e prolongaram o estágio), contei que estava em dúvida sobre o que deveráimos fazer. Ele ficou MUITO chateado, mas aceitou ficar até o ano seguinte. A separação foi de … nem acredito, um ano e meio – e quando nos reencontramos, eu não era mais eu nem ele era ele. ainda ficamos juntos um tempo – somos amigos até hoje, acredite! – mas aquele amor, a paixão, a confiança total e implícita, tinham sumido na distância. Vai ver que é porque tínhamos 20 e poucos anos, e quando ele chamou por mim no baldão da Giuletta, em verona, eu estava em outro lu7gar, sendo pintada por um Romeu israelense…

  3. Desire disse:

    Não acredito que seja incapacidade, basta apenas focar! Eu sinceramente não planejo isso nem para mim nem pro Má se se porventura acontecer, assim seja… Que friozinho na barriga só de imaginar!

  4. No meu caso pouco tem a ver com tradição… eu só não consigo ficar longe dele mesmo… mas também, quatro anos, dizem que ainda estamos em lua de mel.

  5. paulo brito disse:

    gostei da foto com o “efeito especial” caros amigos! estou casado ha 3 anos e alguns meses e o maximo que fiquei longe da Jill foi um fim de semana e foi muito duro……rs….acho que pra mim tambem nao e questao de tradicao mas sim de nao ser capaz de ficar muito tempo longe do meu amor…..abracos a vcs dois!!! saudades….

    • o amor é mesmo lindo, Paulinho! saudades de você! e queremos conhecer a Jill pessoalmente!

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