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Dia 190


Lin e eu tivemos alguns encontros incríveis no fim de semana. Para o bem e para o mal.

Primeiro, vimos A Invenção de Hugo Cabret. É muito bom chegar a um ponto em que você se conecta com a pessoa amada apenas com um suspiro dado ao mesmo tempo no cinema diante de uma história tão singela e arrebatadora.

Com a gente, foi acontecendo. Cada um começou no seu mundo e foi se misturando, misturando até que hoje partilhamos desde o arrebatamento diante de uma obra superior como o iraniano A Separação até o silêncio introspectivo depois de um soco no estômago com Luís Antônio Gabriela, passando por exposição de carros antigos no Parque da Juventude, idas sem fim ao St. Louis para comer hamburguer e degustação difícil da direção do Roberto Alvim com A Construção.

Mais delicioso ainda é quando somos obrigados a receber em nossa própria casa indivíduos do tipo que não sabem parar de falar de si mesmos, que não se mancam ao contar vantagens revelando altíssimos salários e, não satisfeitos, mostram seus holerites para provar não sei exatamente o que e, depois de tudo, se gabam de terem gastado U$ 2 mil com bolsa Miu Miu em Nova York, comprado apartamento de R$ 1 milhão em São Paulo e, ufa, quando fechamos o portão suspiramos ao mesmo tempo sem precisar dizer quase nada a não ser um belo e uníssono “sem noção”.

Experiências tântricas a dois que você nem imagina.

Créditos:

Foto: Nilson ou Fabiana, não lembramos mais.
Luz: da janela.
Clima: de espera.
Tratamento de imagem: plug-in tiffen.

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